Pesquisa investiga percepção de crianças de Arroio do Meio sobre répteis

Estudo foi realizado pela Univates em parceria com uma escola local

Um estudo conduzido no município de Arroio do Meio revelou que estudantes do ensino fundamental apresentam uma compreensão distorcida sobre a importância e características dos répteis. A pesquisa analisou os conhecimentos prévios e os mitos associados a esses animais, bem como suas interações com os estudantes. O estudo é de autoria de Mathias Hofstätter, acadêmico do curso de Ciências Biológicas; Luiz Liberato Costa Corrêa, tutor do curso de Ciências Biológicas – EAD; e das pesquisadoras Elisete Maria de Freitas e Liana Johann. 

O trabalho iniciou-se com a aplicação de perguntas sobre répteis, além da realização de um desenho. Os questionários foram aplicados sem qualquer explicação sobre o assunto abordado, para analisar os conhecimentos prévios e os eventuais mitos e preconceitos sobre o tema. As respostas obtidas no questionário foram tabuladas e interpretadas. Posteriormente foram realizados o cálculo de frequência e o percentual das respostas.

Os resultados da pesquisa, conduzida com 111 alunos do 6º ao 9º ano, mostraram que, embora haja um reconhecimento satisfatório de alguns répteis, como serpentes, lagartixas e tartarugas, há uma confusão significativa sobre outros, como a popularmente conhecida cobra-de-duas-cabeças ou cobra-cega (Amphisbaena prunicolor).

Quando questionados sobre a periculosidade dos répteis, a maioria dos estudantes os considerou perigosos, associando-os principalmente à venenosidade e à possibilidade de mordidas ou ataques. No entanto, apenas uma pequena proporção dos estudantes reconheceu que os répteis geralmente apresentam comportamentos defensivos apenas quando se sentem ameaçados. Além disso, a pesquisa revelou que muitos estudantes têm pouco contato direto com os répteis, com uma proporção significativa relatando ter matado um animal quando o encontrou.

“Ao descobrir a percepção negativa que as crianças têm desses animais, os educadores podem adaptar suas estratégias de ensino para desafiar essas percepções e promover uma compreensão mais precisa e positiva dos répteis”, afirma Hofstätter. “Isso pode ser feito por meio da introdução de programas educacionais que ofereçam informações precisas sobre a biologia, comportamento e importância ecológica dos répteis, bem como oportunidades para interação segura e supervisionada com esses animais”.  

Ele defende que, ao entender sua ecologia, comportamento e importância para o equilíbrio ambiental, as pessoas podem desenvolver maior apreciação e respeito pelos répteis, contribuindo para a conservação de habitats naturais e a coexistência harmoniosa entre humanos e fauna silvestre.

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