Paola Horst: “Não gostava no começo, mas depois que subi no pódio, sempre quis mais”

Aos 21 anos, Paola Horst constrói grande carreira no atletismo.

A corredora Paola Horst, de Fazenda Vilanova, consolida seu nome no atletismo gaúcho com uma trajetória marcada por disciplina, constância e evolução.

Aos 21 anos, ela vive o que chama de melhor fase da carreira, construída desde a infância. Ela começou no esporte aos 9 anos, ainda em uma iniciativa da escola.

O interesse, que no início era tímido e até meio por acaso, ganhou outra dimensão quando ela foi inscrita em uma rústica em Estrela e decidiu se preparar melhor para a prova.

O resultado veio logo na estreia: 3º lugar entre as crianças. Daquele dia em diante, a corrida deixou de ser uma experiência isolada e passou a fazer parte da sua vida.

A partir disso, a jovem amadureceu dentro das pistas e ruas, sempre com a melhora dos tempos como principal termômetro de progresso.

Paola reconhece que a carreira de atleta tem altos e baixos, mas afirma que hoje vive um momento especial. “Diria que é a minha melhor fase até agora. Isso que são 12 anos na ativa”, conta.

A evolução, segundo ela, está especialmente nos tempos e na capacidade de manter uma rotina cada vez mais exigente.

Essa rotina ajuda a explicar o crescimento recente da atleta. Ela treina seis vezes por semana, além de fazer fortalecimento na academia e incluir a natação na preparação.

Tudo é orientado por planilhas e acompanhamento técnico do treinador cubano Lázaro Pereira Velázquez, que já trabalhou com a Seleção de Cuba e hoje atua com a Seleção Brasileira.

“Se a pessoa quer, precisa forçar mesmo, porque é difícil e complicado”, destaca, ao falar sobre a necessidade de disciplina nos treinos e na alimentação.

Esporte, estudo e vida

Além das pistas, Paola também divide o tempo com a vida acadêmica. Atualmente, está no último ano da faculdade de Letras, com habilitação em Português e Inglês. Recentemente, também foi aprovada em um concurso público.

A conciliação entre trabalho, estudos e esporte já exigiu adaptações importantes na rotina. Em determinado período, enquanto dava aulas de Inglês à tarde e à noite, organizava todos os treinos pela manhã para conseguir manter a preparação em dia.

O esforço diário aparece nos resultados. Paola já soma mais de 300 conquistas no atletismo e acumula marcas recentes importantes. Entre elas, a classificação para o Troféu Brasil, a vaga no Campeonato Brasileiro de Rua nos 21 quilômetros e títulos em provas tradicionais do Rio Grande do Sul.

No sábado (9/5), ela participou do Estadual de Atletismo, em Porto Alegre, competição que reforçou ainda mais a boa fase da corredora. Na prova dos 10 mil metros, conquistou o título estadual e bateu seu recorde pessoal na pista, ao fechar a disputa em 38min59seg.

Ela destaca a emoção pela evolução alcançada. “Ver essa evolução diante dos meus olhos é emocionante demais”, relata. Há cerca de 1 ano, fazia a mesma prova na casa dos 40min.

O desenvolvimento não fica apenas nas pistas. Paola confessa que a corrida auxiliou até mesmo na perda da timidez, tendo em vista que não falava muito.

“Sou bem tímida e me acostumei com o tempo. Passei a não dar mais bola para o que os outros falavam. Me ajudou muito a crescer como pessoa”, avalia.

Força e sonhos

O apoio familiar aparece como um dos pilares da trajetória da atleta. O pai, Vanderlei, acompanha viagens, competições e treinamentos desde o início da carreira e faz questão de estar presente em todos os momentos importantes da filha.

Além da família, ela também valoriza o suporte da equipe Noroeste Runners e do nutricionista, que acompanha sua evolução desde 2022. Conforme a atleta, o acompanhamento nutricional ajudou a transformar o rendimento dentro das provas e a melhorar o desempenho físico.

Mesmo já consolidada entre os principais nomes do atletismo regional, Paola segue com olhos em objetivos maiores. O principal deles é vestir a camiseta da Seleção Brasileira. “É o meu sonho desde pequenininha. O meu maior desejo é estar com a amarelinha”, afirma.

Enquanto isso, ela acumula quilômetros, resultados e experiência, com a mesma determinação do período em que começou a correr, ainda na infância, quando decidiu enfrentar a chuva em uma pequena rústica e descobriu que a simples brincadeira poderia levá-la muito mais longe.

Assista à entrevista:

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