Evanor Horst: um legado que vai além do trabalho e marca um jeito de viver

O dia 17 de maio será sempre uma data que carregará o silêncio da saudade na história da Granja Horst, de Westfália, mas, principalmente, na linha do tempo da família Horst. Este domingo marca 1 ano da partida de Evanor, da Granja Horst.

Para quem fica, representa 1 ano tentando aprender a conviver com a ausência de alguém que foi tão presente, tão importante e tão essencial na vida da família, dos amigos e de todos que fizeram parte da sua caminhada.

Sua partida aconteceu de maneira tão trágica, repentina e inacreditável, que até hoje parece difícil entender e aceitar. “Há dores que o tempo não apaga, apenas ensina a carregar. E a ausência deixada por Evanor segue sendo sentida profundamente por todos que o amavam e admiravam”, expressam os familiares.

Filho de Nelson e Lira Horst, Evanor cresceu vivendo intensamente a comunidade de Linha Schmidt Fundos, lugar onde construiu suas raízes, amizades e muitos dos valores que carregou por toda a vida. Desde cedo já demonstrava seu jeito trabalhador, determinado e próximo das pessoas.

Estudou até a 5ª série na escola de Linha Schmidt. Não porque lhe faltasse inteligência, mas porque desde jovem sentia que seu caminho seria construído no trabalho, na coragem e na vontade de vencer. Enquanto muitos sonhavam com outros rumos, Evanor queria estar presente na granja, aprender na prática, acompanhar cada detalhe e construir com as próprias mãos o futuro que imaginava.

E foi assim, passo a passo, com muito esforço, visão e persistência, que se tornou o empresário de sucesso que todos conheceram e admiraram. Cada detalhe da Granja Horst tinha seu olhar, sua preocupação e sua dedicação. Nada era feito sem planejamento, sem pensamento no futuro e sem o desejo de sempre melhorar.

Ao conversar com pessoas que tiveram esta convivência diária, o relato de que é impossível olhar para a Granja Horst e não lembrar dele em cada detalhe. Cada espaço construído, cada melhoria sonhada, cada conquista alcançada carrega a dedicação, o esforço e o amor de um homem que trabalhou incansavelmente para construir muito mais do que uma granja: construiu um legado.

O que conforta familiares e equipe é a certeza de que Evanor era feliz no que fazia. Gostava de realizar, de sonhar grande e de colocar ideias em prática. Sempre estava à frente, buscando novidades, pensando diferente, trazendo ideias inovadoras e acreditando que sempre era possível melhorar e crescer ainda mais. Tinha orgulho do que construía e alegria em ver tudo evoluindo.

A versão comunitária

Mas Evanor não era apenas trabalho. Desde novo, gostava do esporte e jogava futebol no Fluminense, vivendo momentos especiais ao lado dos amigos e da comunidade. Também gostava muito dos encontros simples e verdadeiros, das conversas e das partidas de cartas com os amigos do Fluminense e do Juventude da Berlim, momentos que para ele tinham grande valor e significado.

Quem conviveu com ele lembra de sua presença constante, do jeito simples de conversar, das ideias que surgiam a todo momento e da vontade de fazer acontecer. Gostava de acompanhar tudo de perto, conversar com funcionários, trocar experiências, ouvir opiniões e incentivar as pessoas ao seu redor. Era alguém que acreditava no trabalho e, também, nas pessoas.

A dor da família

Nos últimos anos de sua vida, também viveu muitos momentos especiais ao lado de sua esposa, viajando, conhecendo novos lugares, novas culturas e adquirindo novos conhecimentos. Evanor adorava viajar. Não importava se era de ônibus ou de avião, o que realmente importava para ele era viver experiências, conhecer pessoas e descobrir novos caminhos. Tinha prazer em conversar, fazer amizades e falar sobre os mais diversos assuntos do momento. Era alguém que gostava de estar rodeado de pessoas, compartilhar ideias, ouvir histórias e viver intensamente cada oportunidade que a vida oferecia.

“Deixou amizades verdadeiras, histórias que seguem sendo contadas e uma saudade que nunca vai embora. A falta dele é sentida nos pequenos momentos, nas conversas, nas decisões e, principalmente, no coração de quem teve o privilégio de conviver ao seu lado. Mas, junto da saudade, também permanece o orgulho. Orgulho de tudo o que ele construiu e do exemplo de vida que deixou”, destacam os familiares.

Legado que segue

A Granja Horst continua evoluindo, crescendo e realizando muitos dos sonhos e projetos que ele deixou organizados, agora conduzidos com amor, união e dedicação pela esposa Silani e os filhos, Mateus e Júlia. Em cada passo dado existe um pouco dele. Em cada conquista existe sua inspiração.

Mesmo sem sua presença física, Evanor continua vivo em tudo aquilo que plantou ao longo da vida. Seu jeito trabalhador, visionário, alegre e amigo permanece na memória de todos que tiveram a honra de conhecê-lo.

“Um ano sem você… E a saudade continua imensa. Mas também, continua imenso o amor, a gratidão e o legado, que jamais será esquecido. Que Deus siga confortando e fortalecendo todos os corações. E que a memória de Evanor permaneça para sempre viva, como exemplo de trabalho, humildade, amizade, alegria de viver e amor pela família”, expressam os familiares, com saudade.

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