A Certel avança na modernização de sua rede de distribuição de energia com a adoção de transformadores a óleo vegetal, uma tecnologia que alia eficiência operacional, maior robustez dos equipamentos e preservação ambiental. Desde 2021, a cooperativa conduz um planejamento estratégico voltado à substituição gradual do óleo mineral pelo vegetal, movimento que ganha força com a ampliação das compras desses equipamentos e a inclusão de transformadores trifásicos e de força.
A iniciativa começa pelos transformadores monofásicos e evolui para os trifásicos, cuja aquisição passa a seguir exclusivamente o padrão de óleo vegetal a partir de 2024. Com isso, a Certel deixa de comprar equipamentos abastecidos com óleo mineral e direciona os novos investimentos para uma solução que oferece vantagens técnicas e ambientais. “É um óleo que substitui o óleo mineral com grandes benefícios tanto na questão técnica, mas principalmente na questão ambiental”, destaca o vice-presidente da cooperativa, Daniel Luis Sechi.
Além de contribuir para a redução dos impactos ambientais, a tecnologia apresenta maior resistência a temperaturas elevadas e sobrecargas, características que favorecem a robustez dos equipamentos e a qualidade da energia distribuída. Outro diferencial está na possibilidade de reduzir os danos ambientais em caso de vazamento, já que o óleo vegetal apresenta menor impacto sobre o meio ambiente em comparação ao óleo mineral.
Toda a rede
A transformação envolve uma rede com aproximadamente 9,8 mil transformadores instalados, dos quais cerca de 950 já utilizam óleo vegetal. O investimento acumulado supera R$ 1 milhão e contempla os 48 municípios atendidos pela cooperativa. A distribuição dos equipamentos ocorre conforme as necessidades da rede, incluindo novos loteamentos, substituições de unidades com defeito e locais que exigem aumento de potência para atender à demanda.
A estratégia também considera a evolução dos custos da tecnologia. Inicialmente, entre 2019 e 2020, os transformadores a óleo vegetal apresentam um valor agregado mais elevado, o que leva a cooperativa a avaliar os investimentos necessários diante dos benefícios previstos. Com o avanço da tecnologia e condições de aquisição mais atrativas, a Certel amplia a adoção e consolida a mudança em sua política de compras. “Do pátio da Certel hoje, os transformadores que saem praticamente todos são a óleo vegetal”, afirma o diretor operacional, Simão Diehl.
Grandes estruturas
O avanço da iniciativa alcança equipamentos de maior porte, utilizados em instalações estratégicas para o fornecimento de energia. A nova subestação de Forquetinha e a usina Vale do Leite passam a integrar esse movimento com transformadores de força abastecidos com óleo vegetal, ampliando a aplicação da tecnologia para além da rede convencional de distribuição.
Na usina Vale do Leite, a adoção representa um marco para a cooperativa, que passa a contar com um transformador de força dessa categoria em sua estrutura de geração. O equipamento contribui para a estratégia de associar desempenho técnico, viabilidade econômica e responsabilidade ambiental, com capacidade de distribuição de energia para mais de 20 mil pessoas.

