A primeira etapa do 30º FestMirim iniciou na quinta (27/8) e segue até o domingo (30/8) em Santa Maria. O festival reúne tradicionalistas da categoria Mirim de todo o Rio Grande do Sul, e o Vale do Taquari estará representado por entidades de diferentes cidades.
O CTG Querência do Arroio do Meio participa da competição pela terceira vez. Neste ano, 22 crianças e adolescentes integram o grupo que se apresenta neste sábado (29/8). A trajetória do CTG na competição começou em 2023. O grupo terminou na 26ª colocação. Em 2024, a participação foi interrompida em razão das enchentes que atingiram a entidade. No ano passado, o grupo ficou entre os 20 melhores do Rio Grande do Sul.
Para as coordenadoras artísticas Ana Luiza Bueno e Marluci Scharb, a expectativa é grande. Além da coordenação, as duas acompanham o festival também como mães. “É um misto de sentimentos para nós. Os ensaios chegam nessa reta final e estão mais intensos. As crianças também sentem um pouco, mas a gente sabe que é tudo para chegar lá e entregar o que foi preparado”, relata Ana.
As coordenadoras reforçam a valorização do trabalho desenvolvido ao longo do ano. “O importante é estar lá, participar, levar o nome do nosso CTG. Naquela hora, são eles, os nossos artistas, que fazem acontecer. Nós somos o suporte, mas são eles que fazem acontecer”, destaca Marluci.
Para esta edição, o CTG Querência apresenta a temática “A ponte que nos une – Entre águas e afeto”. A proposta acompanha a história de dois amigos que vivem em lados opostos de uma ponte. Com a força das enchentes, a estrutura desaba e interrompe o caminho que unia os dois personagens. A apresentação foi inspirada na realidade vivida por Arroio do Meio durante as enchentes de 2024 e aborda temas como esperança, união, amizade e trabalho coletivo.
Porteira dos Pampas
Outra entidade que estará no FestMirim é o CTG Porteira dos Pampas, de Teutônia. É a primeira vez da entidade na competição. A Invernada Mirim levará ao palco o tema “Entre memórias e sonhos, dois grandes nomes da cultura gaúcha – Paixão e Lessa”.
O grupo aborda a preservação e a continuidade da cultura gaúcha a partir do encontro entre passado, presente e futuro. A proposta destaca a permanência das manifestações tradicionais no Rio Grande do Sul. Ao todo, 33 dançarinos irão para Santa Maria. “A preparação foi intensa. Fazia muitos anos que a entidade não participava de competições estaduais. Quando esse objetivo foi traaçado no ano passado, organizamos algumas coisas. Aumentou o número de ensaios, aumentou a cobrança nos ensaios”, conta o professor Jordano Baluk.
“Acredito que vamos conseguir atingir o nosso objetivo: fazer uma apresentação digna, bonita, representar a cidade”, conclui o professor.
O primeiro FestMirim da entidade leva a dedicação das mães para dentro do tablado. “O vestido das meninas foi bordado em crochê. Foram as mães da entidade que fiz. Passaram de oito mil flores de crochê feitas pelas mães das meninas”, explica a coordenadora artística, Janaína Seibel.
Rincão das Coxilhas
O CTG Rincão das Coxilhas, de Teutônia, também está entre os melhores. No ano passado, a entidade garantiu a 5ª colocação na categoria Criação Coreográfica de Entrada – Força B.
Neste ano, o CTG deu continuidade à história do Pequeno Príncipe, também apresentada em 2025. O tema central da apresentação foi “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
O grupo se apresentou na quinta-feira, mas não garantiu a vaga para a finalíssima. Com relação à coreografia, o resultado sairá no domingo. “Nós estamos com uma expectativa boa, até porque a nota foi melhor do que o ano passado na parte de coreografia”, aponta o professor Diego de Oliveira.

