O secretário de Administração, Indústria e Comércio de Poço das Antas, Romeu Forneck, e a vereadora Célia Lurdes Koerbes (MDB) estiveram em Porto Alegre na quarta-feira passada (8/7). Entregaram ofício à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RS, no qual solicitam apoio para viabilizar a reversão da área do Frigorífico de Suínos da Cooperativa Languiru ao Município e a retomada das atividades da unidade.
O documento encaminhado ao governo do Estado, de autoria da vereadora Célia Lurdes, foi assinado por todos os vereadores poçoantenses. Com esse documento, o Legislativo se ombreia ao Poder Executivo na busca por uma solução concreta para o Frigorífico.
A principal preocupação é garantir que a estrutura volte a operar, resgatando assim seu potencial de geração de empregos, fortalecimento da cadeia produtiva da suinocultura e desenvolvimento da economia regional.
A Administração Municipal acompanha de forma permanente a situação da planta, para a qual o Executivo destinou uma área de 25 hectares, com infraestrutura.
O Município defende que, diante da paralisação das atividades e das condições previstas na legislação municipal de incentivos, apresentem-se as condições para a reversão da área, de forma que se viabilize a retomada das atividades mediante um novo operador para o frigorífico.
Conforme explica o secretário Romeu Forneck, a área foi transferida à Cooperativa Languiru em 2012, com base numa lei específica, que não invalida a lei geral de incentivos do Município. Esta prevê a manutenção das atividades por 25 anos como condição para a consolidação dos benefícios concedidos, entre eles, a cessão da área e incentivos tributários.
Segundo ele, o valor atualizado dos investimentos realizados pelo Município no empreendimento (terreno e incentivos tributários) equivale a aproximadamente R$ 27 milhões, o que evidencia a relevância do patrimônio público envolvido e a importância de buscar uma solução que preserve os interesses públicos da municipalidade.
Forneck observa que o objetivo da mobilização sempre foi o de buscar alternativas para que a planta volte a cumprir seu papel no desenvolvimento regional.
Para o Executivo e o Legislativo, as iniciativas feitas pela administração liquidante da cooperativa até o momento não parecem ter surtido os feitos esperados. Em junho deste ano, a Justiça rejeitou o leilão da planta – tentativa mais recente da Languiru para dar destino ao frigorífico.
nquanto isso, diminui-se a atualidade tecnológica e o valor da planta. O frigorífico está desativado desde 2023.


