Fluxo livre evitaria debate sobre local dos pedágios

Maior crítica está na divisão das comunidades com viadutos e praças de pedágio. Comitê de Entidades discutiu o plano antes da audiência pública marcada para hoje

Oito entidades de maior representação no Vale do Taquari reuniu-se para tratar da concessão de rodovias na noite de segunda-feira (12/7) de forma virtual. A Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari é a favor do modelo de menor preço da tarifa e contra a outorga, pois inviabiliza a competição.

O presidente do Codevat, Luciano Moresco, deu detalhes de como vai funcionar a audiência pública de hoje (14/7), às 14h, quando as comunidades envolvidas têm uma hora para fazer os apontamentos. Só na região são 30 municípios impactados pelo plano. Moresco questionou o tempo curto para discussão e defendeu a implantação do sistema automatizado. “Se nós já tivéssemos a possibilidade de implantar o free flow (fluxo livre) essa discussão de onde vai ser localizada a praça já não existiria”, argumenta.

O presidente da Associação dos Prefeitos (Amvat), Paulo Cezar Kohlrausch, lembrou dos encontros para se certificar das ações do governo e ressaltou a importância da unidade de ação. “A Associação é parceira para lutar pelo interesse regional em conjunto. Não temos dúvida de ficarmos junto com o Codevat, CIC VT para construímos um ou dois pontos em comum e a revisão ou extinção da outorga deve ser levada em conta. O restante é mais fácil de resolver”, sustenta.

O presidente da Associação dos Vereadores (Avat), Diego Pretto, disse que está atento à discussão e fez questionamentos. “Preocupam as obras de arte. Vamos dividir o Vale inteiro e as pessoas para cruzar comunidades terão de pagar pedágio. Queremos uma solução justa e que tenha viabilidade para a região, afinal vão ser 30 anos de concessão”, alerta.

O presidente da CIC VT, Ivandro Rosa, defendeu a ampliação do prazo de discussão e a mobilização das entidades. “Precisamos ser estratégicos para analisar as propostas e rápidos na tomada de decisões. Vamos nos programar para que cada um aborde um tema na audiência pública, para não sermos repetitivos e depois analisaremos o que foi apresentado”, sugere.

Grupo está se mobilizando para conseguir a viabilização de um projeto que atenda às necessidades da região / Crédito da foto: Reprodução

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