Poucos dias para arrecadar R$ 1 milhão

Fé, esperança e motivação definem a caminhada trilhada pela família de Gabriel de Oliveira Severo, de apenas 2 anos, que luta há 10 meses contra um neuroblastoma maligno detectado em outubro de 2021.

Recentemente, uma nova batalha, e muito difícil, começou. A família precisa arrecadar R$ 1 milhões até setembro para custear um remédio. O Qarziba é utilizado para tratamento do neuroblastoma. Ele precisa ser administrado após uma cirurgia que Gabriel fará em setembro. Assim, a família tem poucos dias para cumprir a meta e dar um passo a mais para salvar a vida do pequeno.

Para isso, a família tem contado com o apoio da comunidade. Um grupo de empresas e voluntários elabora ações e confecciona produtos que são vendidos e contribuem para a arrecadação. Até agora foram promovidos o pedágio solidário, sorteio de rifa, confecção de camisetas, enfeites de cuias, entre outros produtos e movimentos.

Existem também pontos de urnas para troco solidário em estabelecimentos nos bairros Canabarro, Languiru e Teutônia. No sábado (27/8) será promovido um momento especial para crianças na Travessuras, no Bairro Teutônia, das 13h30 as 17h. Acontece também um Pedágio Solidário na RSC-453 (Rota do Sol), na Polícia Rodoviária Estadual. O pedágio ocorre das 9h as 12h, e de tarde das 13h30 as 16h.

A trajetória de Gabriel
Quando o tumor de Gabriel foi identificado já tinha quase 13 centímetros. “Foi comparado ao tamanho de uma laranja em um bebê de 1 ano e 3 meses”, revela Diulia Letícia de Oliveira, mãe de Gabriel.

Após a descoberta, foram realizadas duas linhas de tratamento para redução dos tumores que já tinham se espalhado. Na primeira tentativa, apesar de não se espalharem, o tamanho não diminuiu, foi preciso uma segunda opção de tratamento para que obtivessem um resultado positivo e, com a diminuição do tumor, o menino pôde realizar uma cirurgia.

Agora, ele precisa passar por outro procedimento cirúrgico. E após, iniciar o uso do medicamento Qarziba. O custo do medicamento é de R$ 1 milhão e não é fornecido pelo SUS. A solução encontrada foi buscar apoio da comunidade.

Diulia relata a dificuldade de ver o filho passando por tal situação. “Depois que estamos dentro do hospital que a gente vê. Ninguém consegue imaginar o que é passar por isso, só a gente que está lá dentro”, expressa.

Anderson Severo, pai de Gabriel, discorre sobre o dia a dia da família em meio a idas ao hospital. “A gente diz que vive o hoje, sem programação”, revela.

Ele e a esposa se dividem entre os filhos e demandas. Ele comenta ainda sobre preocupação com o psicológico que fica abalado e a tentativa de passar com naturalidade a situação para Rafaella, a outra filha do casal, de apenas 5 anos.

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