Falta de apoio financeiro limita atuação da única associação de surdos do Vale

No programa Espaço Aberto desta segunda-feira (21/7), Maríndia Terres compartilhou sua trajetória pessoal e profissional em prol da inclusão da comunidade surda. Intérprete de Libras, mãe de um filho surdo e ativista da causa, ela falou sobre os desafios enfrentados pelas pessoas surdas e a importância da visibilidade e da acessibilidade na sociedade.

Ela relembrou o impacto do diagnóstico de surdez de seu filho, Léo, como um momento transformador para toda a família. Sem informações ou contato prévio com a deficiência auditiva, surgiram muitas incertezas sobre como apoiá-lo da melhor forma. Assim como eles, muitos surdos têm pais ouvintes, o que dificulta a comunicação dentro da própria família.

Hoje, a Associação de Surdos de Lajeado (Asla), a única associação desse tipo no Vale do Taquari, é um apoio para a família. Atualmente, atende a 30 surdos e seus familiares. Mas, a Asla não possui capacidade financeira e estrutural, o que limita sua capacidade de expandir serviços.

Ela aproveitou o espaço para fazer um apelo à comunidade para ajudar a Asla, de forma financeira ou institucional, para que a entidade possa  melhor atender a comunidade surda e oferecer mais atividades inclusivas de desenvolvimento pessoal e social. “Eu convido a todos para ir até Lajeado e conhecer a Asla. Quando algum ouvinte vai até lá, eles ficam muito felizes, eles gostam muito de receber as pessoas, eles tentam se comunicar, eles têm aquela paciência de tentar ensinar Libras. Quem tem interesse, pode ir até lá que vai ser muito bem recebido”, convida Maríndia.

Um dos objetivos da associação é o estabelecimento de uma Central de Libras em Lajeado, na própria Asla, com intérpretes disponíveis para facilitar a comunicação em diversas situações, como consultas médicas, processos jurídicos e entrevistas de emprego.

Confira a entrevista completa:

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