A Teutônia Futsal vive uma nova fase desde a saída das competições adultas estaduais em 2018.
Longe das quadras profissionais, a entidade passou a concentrar esforços em projetos sociais e no desenvolvimento das categorias de base, trabalho que hoje atende cerca de 400 crianças e adolescentes no município.
A possível retomada da categoria Adulto ainda desperta interesse entre torcedores, dirigentes e comunidade, mas a direção deixa claro que qualquer retorno dependerá de planejamento financeiro sólido e garantia de continuidade.
Segundo o presidente Valdair Kliks, o principal objetivo da associação recentemente foi transformar o futsal em ferramenta de inclusão social e formação de novos talentos que possam despontar pelas quadras no futuro.
As atividades são realizadas em escolas do município e na Associação Pró-Desenvolvimento de Languiru (ADPL), por meio de parcerias com o poder público. Os participantes recebem uniforme de treino e alimentação após as atividades de forma gratuita.
Além dos núcleos sociais, a entidade segue ativa nas competições de base. A categoria Sub-17 disputa a Liga Gaúcha nesta temporada, enquanto a Sub-15 participa da Copa da Serra, competição na qual a equipe apresenta destaque técnico.
Entrave e produção
Kliks avalia que a região ainda produz atletas de qualidade, o que mantém a tradição do futsal viva. “O futsal pulsa nas veias de nossa microrregião. Sempre aparecem jogadores que se destacam em competições e desempenham muito bem”, comenta.
A atual estrutura da Teutônia Futsal também envolve a realização da Copa Talentos. O torneio reúne equipes de municípios vizinhos ao longo do ano e amplia o intercâmbio entre jovens atletas da região.
Mesmo sem a categoria adulta, a modalidade segue forte em Teutônia. A direção acompanha competições regionais de perto e entende que existe potencial esportivo suficiente para formação de uma equipe competitiva futuramente.
O maior entrave, no entanto, continua sendo financeiro. De acordo com Kliks, o cenário atual do futsal exige investimentos elevados para participação em competições estaduais. Custos com viagens, arbitragem, alimentação, logística e comissão técnica tornam inviável qualquer projeto sem patrocínio consistente.
“Só voltaremos se tivermos segurança e garantias de continuidade. Não adianta montar uma equipe por um ano e depois parar. Queremos ter confiança de que o trabalho vai seguir pelo tempo suficiente para que se desenvolva”, afirma Valdair.
Caráter social
O dirigente revela ainda que muitos parceiros tradicionais da entidade preferem investir diretamente nos projetos sociais e na formação de atletas, em vez de direcionar recursos para uma equipe adulta.
Esse posicionamento reforça a convicção interna da direção de que o trabalho social precisa seguir como prioridade. Para Kliks, a atuação da Teutônia Futsal hoje ultrapassa os aspectos apenas de quadra.
A entidade entende que o esporte ocupa papel importante na formação de crianças e adolescentes, pois oferece disciplina, convivência em grupo e ocupação no contraturno escolar.
Outro projeto que destaca esse perfil é a Corrida Solidária, promovida em parceria com o Movimento pela Vida. A segunda edição já está confirmada para agosto, com parte da arrecadação destinada aos Bombeiros Voluntários, à Liga Feminina de Combate ao Câncer e à própria Teutônia Futsal.
Por ora, formar
Mesmo sem previsão concreta para retorno do adulto, a Teutônia Futsal não fecha as portas para o futuro, que pode ser formado por jogadores que disputam competições como Rota da Serra e Transcitrus.
Enquanto o adulto segue como possibilidade, a entidade mantém o foco naquilo que considera essencial: fortalecer a base, ampliar os projetos sociais e manter o futsal presente no cotidiano de centenas de crianças e adolescentes da região.

