APL Alimentos e Bebidas VT apura as perdas das empresas associadas

O Arranjo Produtivo Local (APL) Alimentos e Bebidas do Vale do Taquari está empenhado em avaliar os prejuízos resultantes da recente enchente para as empresas associadas. O levantamento inicial indicou que oito (8) empresas foram diretamente impactadas, mas a crise afetou a maioria das 50 associadas de diferentes maneiras. Além dos danos diretos, como perda de estoque e ausência de funcionários, as empresas enfrentam desafios logísticos e experimentam uma redução no faturamento.

Durante a reunião online realizada nesta segunda-feira (20/5), empresários e voluntários discutiram estratégias para lidar com a situação. A sócia da X Tech, Kátia Lammers, destacou as dificuldades enfrentadas pela empresa instalada em Travesseiro, que teve sua produção interrompida devido à inacessibilidade das vias de transporte. Com a fábrica e a parte administrativa separadas pelo rio, a empresa sofreu perdas significativas de matéria-prima por causa da inundação. A sócia Kátia Lammers explicou que a comunidade local ajudou na limpeza das instalações. “Hoje não temos como escoar a maior parte da produção para abastecer os mercados no RS, Santa Catarina e Paraná, devido às dificuldades para transportar as mercadorias com a interrupção das vias de acesso.”

A Conservas Janaína, empresa sediada em Mato Leitão, e outra localizada em Westfália, estão enfrentando desafios logísticos que comprometem o faturamento, além de enfrentarem a falta de matéria-prima. Por outro lado, a Salva, situada em Bom Retiro do Sul, demonstrou solidariedade ao ceder espaço em sua fábrica para que outras cervejarias afetadas possam operar temporariamente no local.

A coordenadora do APL, Aline Eggers Bagatini, ressaltou a importância da união neste momento, destacando que é crucial apoiar uns aos outros. “Mesmo que seja com gestos simples, como uma palavra amiga ou um sorriso, a ideia de abrir portas para colaboração mútua faz todo sentido. Estamos unindo esforços para superar essa crise e reconstruir juntos nossa comunidade regional.”

Formas de Auxílio:

O Sebrae, que auxilia na governança do APL, apresentou a importância do trabalho integrado para superar os desafios. A gerente regional do Sebrae, Liane Klein, estima que mais de 600 mil micros e pequenas empresas foram impactadas ou atingidas pela calamidade. Diante disso, o Sebrae RS lançou novamente uma pesquisa que busca entender o impacto dos alagamentos na vida e nos negócios de micro, pequenas e médias empresas e entender com mais exatidão como está a situação dos empresários desses segmentos. A Pesquisa para Avaliação do Impacto das Enchentes nos Negócios do RS pode ser respondida pela internet através deste link: https://bit.ly/juntospeloRS.

O levantamento busca saber o porte do negócio afetado, se está atualmente em operação, como o empreendimento foi afetado pela enchente, estimativa de prejuízo, número de colaboradores, se possui seguro, se precisará de crédito para retomada da operação e a expectativa do empreendedor para os próximos meses. Klein explicou que o movimento é para ampliar as respostas, pois a região foi muito afetada, e ainda tem um número baixo de respostas. “ Precisamos ter esse diagnóstico para depois brigarmos por benefícios como linhas de crédito por exemplo. O total de respondentes da região VTRP até o dia 20 de maio é de 1364, bem abaixo do número de empresas instaladas aqui.”

Liane apresentou ainda links úteis com informações atualizadas sobre as principais medidas legislativas, tributárias e de crédito. Além disso, ações como:

Já os voluntários Rene Castoldi Gianisella e Gelsir Gastoldi Gianisella, especialistas em Gestão Financeira, Gestão Empresarial e Tecnologia de Alimentos, disponibilizaram um manual com orientações para reconstrução e retomada dos negócios após a enchente, incluindo dicas de reconstrução e retomada, diagnóstico e normativas.

O APL está organizando encontros para oferecer suporte emocional e buscar linhas de crédito específicas para as empresas. O presidente da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari, entidade gestora do APL, Ângelo Fontana, enfatizou que a CIC V continuará priorizando o aspecto humanitário, enquanto também se concentra em promover a saúde das empresas. “ Temos que manter os negócios ativos, criando empregos, gerando receita e impulsionando o desenvolvimento econômico do nosso vale, não podemos parar. Precisamos trabalhar unidos com os desafios impostos.”

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